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Manifestação agita São joão del-Rei

 

No dia 24 de maio de 2011, aconteceu uma manifestação organizada pela população de São João del-Rei, em resposta à declarações da vereadora Silvia Fernada (PMDB), que em pleno plenário da cidade afirmou, no último dia 10,  que para solucionar problemas de animais abandonados das ruas seria necessário a morte deles.

Mais detalhes em:
 
 

 
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Vereadora cria polêmica em São João del-Rei

Herois de Guerra viram filme

Três soldados mineiros que marcaram história na 2º Guerra Mundial  tornam-se filme.

Gravação do filme em área militar do 11º BI

No dia 29 de junho de 1944, milhares de brasileiros embarcaram rumo aos campos de batalha na Itália. Em 22 de setembro do mesmo ano era a vez de três soldados fazerem história na II Guerra Mundial. Sozinhos enfrentaram, até a morte, uma companhia nazista composta por aproximadamente 100 homens. Essa história está sendo retratada no filme Herois, que começou a ser gravado dia 26 de abrilem São Joãodel-Rei.

O filme começou a ser elaborado em 2009, quando o diretor do média metragem, Guto Aeraphe, visitou o museu da FEBem São Joãodel-Rei  e conheceu o pracinha da FEB, Capitão Ary, que contou dentre várias histórias, a dos três soldados. Para o diretor, essa “é uma história bacana, que nunca foi contada e é um gênero novo”, pois nunca foi retratada uma história dessas no cinema brasileiro. Após iniciativa, começou uma ampla pesquisa.

A partir da história desses três heróis de guerra, Geraldo Baêta da Cruz, 28 anos, natural de Entre Rios de Minas, Arlindo Lúcio da Silva, de 25, de São João del-Rei, e Geraldo Rodrigues de Souza, de 26, de Rio Preto, na Zona da Mata, será contada a história de outros pracinhas brasileiros. Principalmente os que morreram na cidade italiana de Montese, onde ocorreu a morte dos três soldados e também uma das mais sangrentas batalhas do conflito.

Major Carlos, disse que Guto procurou o Centro de Comunicação do Exercito e “o exercito se prontificou em apoiar a produção do filme por ter em vista a importância do fato ocorrido na Segunda Guerra para a FEB e para o exercito” e afirmou que assim divulgam-se fatos de conhecimento somente dos militares para a população, transformando-os em patrimônio cultural para o Brasil.

Explosão

São aproximadamente 50 pessoas envolvidas na gravação. A equipe recebeu treinamento militar. Para Isaac Ribeiro, ator, “a preparação do 11º BI foi fundamental para chegar no SET e se sentir seguro”, outro ator, Enzo Silveira, afirma que “ o Exército foi a melhor base para eles sustentarem os personagens”, os atores ainda disseram que não prestaram serviço militar e que o treinamento que receberam foi como uma dívida paga à nação, Marco Fuga, que também faz parte do elenco chegou até comer larva durante o treinamento recebido pelos militares. Preste atenção à acentuação.

Toda a gravação está sendo realizada em áreas de treinamento do 11º BI (11º Batalhão de Infantaria de Montanha). Segundo a equipe do filme, vivenciar essa época e acompanhar o treinamento dos militares proporcionou a eles um respeito maior às forças armadas.

Os equipamentos utilizados para a filmagem são varias (várias) câmeras com a tecnologia DRSL’s, que são máquinas fotográficas que filmam em alta definição. Além disso, as armas e capacetes usados pelos atores são as mesmas utilizadas nos campos de batalha na Itália. As cenas contam ainda com efeitos de explosão e também com barulhos de tiros feitos com armas de verdade.

   

Foto: Blog de Guto Aeraphe

Foto: Blog de Guto Aeraphe

Guto Aeraphe pretende lançar o filme em meados de setembro ou outubro de 2011. Em seu blog [http://www.heroisofilme.blogspot.com/] é possível acompanhar parte do processo de concepção e produção do média metragem. Uma sessão de pré-estréia será especialmente preparada para São João del-Rei.

 

Um pouco da História

O Capitão Ary contou ao diretor do filme, que em uma das incursões das tropas brasileiras, os três pracinhas mineiros se viram frente a frente com uma companhia alemã composta de aproximadamente 100 homens. Era 14 de abril de 1945. Eles receberam ordens para se render, mas continuaram em combate até ficarem sem munição e serem mortos.

O detalhe é que, em vez da vala comum, receberam honras especiais do Exército alemão. Admirado com a coragem e resistência do trio, o comandante nazista mandou enterrá-los e colocar sobre as covas, cruzes e placas com a inscrição: “Drei Brasilianis che Helden” ou “Três Heróis Brasileiros”.

Duas semanas depois, a guerra terminara e a tomada de Montese em 16 de abril de 1945 foi a mais violenta, sangrenta, heróica e a maior conquista das tropas brasileiras. Somente em Montese a FEB teve 426 baixas ou pessoas mortas.

Alguns Números

Foram 25.344 brasileiros que compuseram a FEB. Desses, 15 mil fizeram parte da linha de frente de batalha, o restante auxiliou na retaguarda. 465 foram os herois de guerra que o Brasil perdeu em solo Italiano. Mais de 2 mil morreriam depois de voltarem ao Brasil.

Estavam entre os prisioneiros feitos pelos pracinhas, 2 generais alemães. Foram capturados 892 oficiais e 19.689 soldados do Eixo.

A divisão brasileira permaneceu 239 dias em combate na Itália. Foram 445 missões ofensivas realizadas pelo 1º Grupo de Caça da FEB, totalizando 2.546 saídas individuais de aviões em combates e 6.144 horas de Vôo.

 

Oficio de Trevas

Matinas e Laudes, cerimônia realizada na manhã do Sábado de Aleluia na Igr. do Pilar. No evento ocorre o Oficio de Trevas, igual ao realizado na quarta-feira santa, onde é lembrado a “aproximação de Jesus às trevas de sua morte”.

Semana Santa, tradição e religiosidade

Mais algumas fotos da Semana Santa em São João del- Rei

Abaixo algumas fotos do Descendimento da Cruz, que aconteceu ontem nas escadarias da igreja de N.S.das Mêrces. A cerimônia ocorre na cidade a aproximadamente 300 anos. Após o sermão do Descendimento, os fiéis sairam em procissão com tom fúnebre pela ruas históricas com a imagem do senhor morto!

Outras fotos da semana Santa em: http://paulofilhofotografo.blogspot.com/

Semana Santa em São João del-Rei

Sexta Feira da Paixão em São João del-Rei atrai milhares de fiéis às igrejas centenárias.

Na cidade são criados grandes cenários com imagens de santos em tamanho natural. Passagens da vida de Jesus contidas na Bíblia são recriadas dentro das igrejas históricas.

Religiosidade com características unicas são encontradas ao andar pelas ruas históricas, é possível comprar arnica, rosmaninho e amêndoas. Ver a confecção dos belos tapetes de rua é outra atração que encanta os turistas. Vale a pena conhecer e vivenciar essa tradição que existe à 300 anos.

Tradição e religiosidade únicas no mundo

Semana santa em São João del-Rei

Procissão do Senhor Bom Jesus dos Passos

Há 300 anos a religiosidade toma conta das ruas  históricas de São João del-Rei, principalmente durante a Quaresma e a Semana Santa,  que caracterizam  essa tradição em comparação a outras cidades. Orquestras centenárias dão um brilho maior às celebrações. Os tapetes de rua, as amêndoas nas portas das igrejas, o rosmaninho, o incenso e  os sinos completam a diversidade de culturas da cidade.

 

Nas três primeiras sextas-feiras após o Carnaval, acontecem, à meia noite, a Encomendação das Almas. Religiosos, em sua maioria pertencentes a irmandades, rezam em frente às igrejas, cemitérios e pelas ruas da cidade, pedindo o perdão dos pecados de pessoas que já faleceram.

Ainda na Quaresma, no quarto domingo, acontece a Festa do Senhor Bom Jesus dos Passos, que precede a emocionante Procissão do Encontro entre as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor Bom Jesus dos Passos., resgatando o drama do encontro entre mãe e filho.  A solenidade deveria acontecer liturgicamente durante a Semana Santa. No entanto ela é celebrada separadamente em São João del-Rei.

Momento relembra o de Nossa Senhora das Dores e Senhor Bom Jesus dos Passos

 

A festa relembra os dolorosos passos de Jesus Cristo a caminho do Calvário. Na sexta-feira a imagem de N.S. das Dores é depositada na igreja de N.S. do Carmo, sábado a imagem de Senhor dos Passos é depositada na igreja de São Francisco, no domingo, dia maior da festa, as duas imagens saem desses respectivos pontos e se encontram de frente a igreja de N.S. das Mercês, onde é proferido Sermão do Encontro, logo depois saem juntas em procissão para a igreja de N.S.do Pilar, onde é proferido outro sermão, o do Calvário. Durante essa festa também ocorre o Combate dos sinos, disputa sadia entre os sineiros da cidade.

Sineiros dobram os sinos durante as procissões

 

 

Um dos principais diferencias da Semana Santa na cidade é, segundo o pároco da Igreja do Pilar, Padre Geraldo Magela, o Oficio de Trevas, ele destaca que só existem duas celebrações iguais a essa no mundo, em São João del-Rei e no Vaticano. No Oficio de Trevas da cidade mineira é cantado pela orquestra Ribeiro Bastos composições do Padre José Maria Xavier, compositor do século XIX.

No altar fica um castiçal em formato de triângulo com 13 velas, representando os 12 apóstolos e, ao centro, uma vela que representa Jesus Cristo. São rezados vários salmos em latim, destinados aos apóstolos. Após cada salmo rezado, a vela correspondente ao apostolo é apagada. Ao final, quando a vela que representa Jesus é apagada, a igreja toda fica no escuro e os fieis que acompanham a celebração batem os pés no chão. Assim dá por terminada a celebração e acendem-se novamente todas as luzes da igreja.

Cerimônia de Oficio de Trevas, somente existente no Vaticano e em S.J.Del-Rei- Foto da Diocese de SJDR

 

 

Na sexta–feira, os sinos da cidade, onde os “sinos falam”, se calam, em luto à morte de Jesus.  À noite, acontece o “Descendimento da Cruz”, representando os momentos de Jesus no Calvário, as dores de sua mãe, Maria, e suas conversas com os ladrões, crucificados ao seu lado. A cerimônia é realizada nas escadarias da Igreja de N.S. das Mercês. Vários figurantes representam personagens bíblicos, porém as imagens dos ladrões e de Cristo são de madeira. Durante o sermão, a imagem de Jesus é retirada aos poucos e logo em seguida, em tom fúnebre, ocorre a procissão do enterro, percorrendo várias ruas da cidade até a Igreja do Pilar, onde os fiéis reverenciam o Senhor Morto.

Dentre tais celebrações existem várias outras peculiaridades, o lava-pés na quinta-feira, as cerimônias do sábado de Aleluia e domingo da Ressurreição, além das pinturas realizadas nas ruas em forma de tapetes de serragem e pigmentos.  Somente vivenciando essa tradição pra sentir a emoção dos fiéis, a beleza das cores e os detalhes dessa religiosidade que resiste no tempo e se mantém na história.

Procissão de Nossa Senhora das Dores

 

 


Texto e Imagens: Thiago Morandi